| As instituições de Ensino Superior têm agora um papel fundamental no desenvolvimento da economia do país. O novo milénio palpita por uma nova atitude ao nível da gestão de empresas e de uma nova economia, empreendedora a par de uma prática inovadora, razão pela qual inovação e empreendedorismo são conceitos indissociáveis na sociedade actual. Com o emergir da Revolução da Informação, o empreendedorismo acelerou o surgimento da indústria electrónica e consequentemente de novas formas de negócio. A necessidade de intervenção das Universidades e dos Politécnicos nesta área passou a assumir uma importância estratégica, sendo que o Instituto Politécnico de Viana do Castelo [IPVC] tem já desenvolvido trabalhos nesta área, através do Projecto LIMACRIA que permitiu apoiar projectos para a criação de empresas, bem como o desenvolvimento de conteúdos e de competências para jovens empreendedores. Esta crescente importância das novas tecnologias na Sociedade da Informação provocou a indispensável aproximação dos principais agentes promotores da produção e aplicação do conhecimento científico, especificamente entre as empresas e as universidades. Estas têm agora responsabilidade acrescida para o desenvolvimento do meio em que se inserem, quer a nível económico, quer a nível social. Para além do contributo em termos intelectuais no simples cidadão, a sua função é alargada à construção do sistema social, devendo para tal munir os profissionais que qualifica de competências que lhes permitam ter uma função preponderante, mobilizada para uma visão generalizada do meio envolvente, respondendo eficazmente às necessidades identificadas, mobilizando-se para um papel empreendedor. Desta forma cabe às instituições de Ensino superior fomentar a criação de empresas. Os recursos técnicos para que aquelas também estão votadas, através da disseminação do conhecimento deverá orientar-se também para a sensibilização numa perspectiva de actuação inovadora, fomentar a partilha de experiências, quer de casos de sucesso, quer de casos de insucesso. Não menos importante é a imperativa interacção que deverá conjugar-se entre o tecido empresarial e os núcleos de investigação e desenvolvimento das universidades e dos politécnicos, estimulando desta forma o empreendedorismo e sua simultânea difusão.
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