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Fernando Lima, ex-aluno da ESTG-IPVC, agora empresário de sucesso, fala da sua experiência académica…
“[…] o desenvolvimento de um espírito crítico na partilha de conhecimento, que aconteceu com alguns dos docentes, mostrou-se útil no meu crescimento como designer.”
 
“Ao completar a minha formação no IPVC, decidimos criar um departamento de design do produto e de ambientes. Ainda hoje continuamos a estender a nossa gama de oferta de serviços, estando, de momento, a implantar um departamento de realidade virtual, que trará algumas surpresas para o mercado.”
 
“Desde muito cedo que a área do design me interessou de forma particular. Constituir um gabinete de design em Viana do Castelo, apesar de estar longe dos grandes centros de decisão, pareceu-me um desafio interessante e que preencheria uma lacuna de mercado.
 
O IPVC foi o berço onde eu projectei a minha actividade como designer do produto. Nas conversas de corredor, em alguns trabalhos que desenvolvi, a paixão pela profissão aumentou e, associada à actividade de designer gráfico que já exercia, traçou-se definitivamente um caminho que eu desejava percorrer.
Fernando Lima
 
Fernando Lima é Bacharel em Design do Produto, pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo [ESTG – IPVC]. Hoje, com apenas 32 anos de idade tem já a sua própria empresa, a XIS 77, que tem vindo a arrecadar prémios nacionais e internacionais ao nível de Design. Fernando Lima, nesta entrevista, aceitou partilhar connosco a sua experiência profissional, enquanto Director Criativo e Empresário, estabelecendo a relação da sua actividade profissional com a formação académica que recebeu no IPVC. Fernando Lima, para quem a palavra sucesso não tem mais limites, é, sem dúvida, um motivo de grande orgulho para esta instituição.
 
ENTREVISTA
 

Fernando Lima, há quanto tempo concluiu o seu curso no IPVC?
Há seis anos. Conclui Design do Produto em 2000.

Como descreveria o seu curso na Instituição de Ensino que frequentou, no caso a ESTG do IPVC?
Fui dos primeiros alunos a ingressar no IPVC aquando do lançamento do curso. Por essa razão, tive a felicidade de compartilhar momentos de entusiasmo característicos destes momentos. O curso “cresceu” connosco e o empenho de todos foi grande. Como um dos primeiros “filhos” do IPVC, posso afirmar que houve evoluções substanciais na forma e no conteúdo para um ensino do design de qualidade. Naturalmente, há sempre muito por fazer... Uma maior proximidade com a sociedade civil e empresarial, que deverá ser concretizada nos dois sentidos, e alguns ajustes programáticos para uma resposta mais pertinente aos novos desafios do mercado, parecem-me desafios interessantes a abraçar. Mas penso que é bem visível que as pessoas que lideram a estratégia do curso, são altamente competentes no desenvolvimento de um esforço qualitativo crescente.

Actualmente, a área é privilegiada no que diz respeito a perspectivas de trabalho, já que nos encontramos na era da Sociedade da Informação e do recurso cada vez maior às novas TIC…
Hoje, praticamente todas as profissões são abrangidas pela era digital, na simplificação, performance e acuidade dos processos. O design não está fora desta aldeia global, muito pelo contrário. Mas penso que a verdadeira revolução quanto às perspectivas de mercado se encontra na crescente valorização do papel do design na sociedade, com empresários mais esclarecidos e um mercado intenso.

Como classificaria as condições disponibilizadas na Escola Superior que frequentou quer para as actividades didácticas, quer para as de estudo, lazer, entre outras?
No meu caso particular, como já mencionei, os equipamentos pedagógicos directamente relacionados com o curso foram evoluindo como é natural num curso que era, na altura, recentemente criado. As condições físicas gerais eram excelentes e parece que ainda melhoraram.

E quanto aos Docentes? Houve algum que por uma ou por outra particularidade o tenha marcado?
Felizmente houve muitos, por razões diversas. É injusto referir algum em particular, mas posso destacar os professores Carlos Aguiar, José Mário dos Santos, Dermot Allen, Jorge Teixeira, entre outros, pelos quais mantenho uma estima particular e com quem tenho mantido contacto.

Como decorreu o período da procura de emprego logo após a conclusão do curso?
Aqui foi privilegiado com a criação do meu próprio posto de trabalho, na qualidade de sócio e director criativo da XIS 77, formada ainda antes de frequentar o curso. Nesse sentido, a pesquisa de trabalho era na qualidade de oferta da nossa prestação de serviços e que se pautou por um esforço na área do marketing, publicidade e relações públicas na promoção da imagem do nosso gabinete.

Algum Docente colaborou ou participou directa ou indirectamente nesse sentido?
Directamente não, mas o desenvolvimento de um espírito crítico na partilha de conhecimento, que aconteceu com alguns dos docentes, mostrou-se útil no meu crescimento como designer. Essa é a melhor participação que me poderiam prestar.

Que percurso profissional teve desde então?
No início, houve desejo de criar um gabinete dedicado ao design gráfico e publicidade. Assim, nos momentos iniciais da vida da empresa foram essas as actividades. Mas, apercebendo-nos, do crescimento exponencial de um novo mundo digital, recorremos a uma introdução de serviços de new midia, como o web design e a multimédia. Ao completar a minha formação no IPVC, decidimos criar um departamento de design do produto e de ambientes. Ainda hoje continuamos a estender a nossa gama de oferta de serviços, estando, de momento, a implantar um departamento de realidade virtual, que trará algumas surpresas para o mercado. Felizmente, e graças a uma equipa de profissionais talentosos e empenhados, à qual eu me orgulho de pertencer, exercendo funções na direcção criativa, temos sido reconhecidos pelo nosso trabalho junto de grandes clientes nacionais e internacionais, junto da crítica e dos nossos pares. A grande procura dos nossos serviços, mesmo internacionalmente, como é o caso da Alemanha, a conquista de um conjunto de prémios nacionais e internacionais, como aconteceu recentemente em São Paulo, dão-nos alento para continuarmos a tentar exercer uma boa prática de design. Pretendemos assumir o papel de designers criadores, independentemente de uma categoria estanque.

Há quanto tempo existe a XIS 77?
Completará, no dia 21 de Agosto de 2006, 11 anos.

Como aconteceu a criação desta empresa?
Desde muito cedo que a área do design me interessou de forma particular. Constituir um gabinete de design em Viana do Castelo, apesar de estar longe dos grandes centros de decisão, pareceu-me um desafio interessante e que preencheria uma lacuna de mercado. Daí a obter de Madalena Martins uma parceria como sócia, que viria a mostrar-se fundamental para o desenvolvimento do negócio, foi um passo natural. A equipa foi crescendo, juntamente com os recursos e os bons clientes foram aumentando...

Desde quando projectaram/programaram a sua criação?
Este era um sonho desde adolescente. Tinha chegado a hora... Depois de tomada a decisão foi rápida a abertura ao público.

A que apoios recorreram?
Apenas contamos com a nossa persistência e com os escassos meios de que poderíamos dispor.

Recorreram a alguma bibliografia para a criação de Empresas?
Essencialmente técnica ligada à área. Pude contar também com a preciosa ajuda da boa experiência e conhecimentos que detinha a minha sócia.

Como se informaram para saber o que era necessário, entre legislação e toda a burocracia que implica a criação de uma empresa?
Percorremos os balcões todos. Desenvolvemos um enorme esforço e espírito de sacrifício. Contamos com alguma ajuda de amigos.

Que paralelismo poderia estabelecer entre a formação que recebeu ao longo do seu curso de Design do Produto e o trabalho que desenvolve na empresa actualmente?
O IPVC foi o berço onde eu projectei a minha actividade como designer do produto. Nas conversas de corredor, em alguns trabalhos que desenvolvi, a paixão pela profissão aumentou e, associada à actividade de designer gráfico que já exercia, traçou-se definitivamente um caminho que eu desejava percorrer.

Em três palavras-chave, como definiria o curso?
Ecléctico, tecnológico e aberto.

Na sua opinião, que características deverá reunir um futuro empreendedor para ser efectivamente bem sucedido?
Para além de curioso como indivíduo, criativo no trabalho, rápido na estratégia, eficiente na resposta, deverá, acima de tudo, ser persistente, racional quando sob pressão e intenso na abordagem.

Agradecimentos.

Votos de continuação de muitos sucessos profissionais!
   
 
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