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ESTG-IPVC assina acordo de parceria com a PICUS

ESTG-IPVC RUBRICA PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO COM A EMPRESA PICUS

Joana Santos, Diretora da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESTG-IPVC), e Ricardo Parente, CEO & Founder da PICUS, uma empresa de Viana do Castelo que atua na área das Tecnologias de Informação, assinaram, no passado dia 2 fevereiro, um protocolo de parceria que visa a cooperação técnica, científica e humana entre as duas entidades, nomeadamente em atividades e domínios de conhecimento afins aos cursos de Engenharia Informática e Engenharia da Computação Gráfica e Multimédia.

Este entendimento vai permitir, entre outros objetivos, a organização conjunta de cursos, seminários e conferências, bem como a realização de estágios de integração de jovens diplomados pela ESTG-IPVC (estágios curriculares, estágios profissionais e teses de mestrado em contexto laboral).


Entrevista a Ricardo Parente (CEO & Founder da PICUS) *

Ricardo Parente cursou, de 2009 a 2012, a licenciatura em Design do Produto na ESTG-IPVC, tendo-lhe sido atribuído, no final do seu percurso, um prémio de mérito por ter concluído o curso com a melhor classificação final.

Em 2013, iniciou a carreira como Web Designer & Developer na Menina Design Group, uma empresa que engloba várias marcas e projetos de design ligados ao mobiliário e à iluminação de luxo. No final do mesmo ano, recebeu um convite para rumar a Londres e trabalhar como Head Designer & Web Developer na Oficina Inglesa Limited, uma empresa que produz e comercializa coleções exclusivas de móveis de estilo francês feitos à mão. Ao mesmo tempo que trabalhava, decidiu criar a PICUS com mais dois amigos logo após a Universidade.

É co-organizador das Viana Tech Meetups, um projeto que pretende desenvolver uma comunidade de eventos e workshops sobre tecnologia na cidade de Viana do Castelo.

Ricardo Parente é mais um exemplo de sucesso entre os diplomados da ESTG-IPVC e uma referência de empreendedorismo bem-sucedido.

P: Que tipo de empresa é a PICUS?
R: A PICUS é uma agência de design e desenvolvimento de produtos digitais. Por norma, desenvolvemos projetos desde a sua conceção e estratégia até ao design e programação. São produtos criados sobretudo para o mercado internacional, aos quais prestamos todo o suporte técnico e desenvolvimento de novas funcionalidades. Para nós é extremamente gratificante podermos ajudar clientes que, muitas vezes, apenas têm a ideia num guardanapo, e que querem usar as tecnologias para promover e divulgar os seus produtos e serviços junto dos consumidores.

P: Como é que a PICUS aparece na sua vida?
R: Eu sempre quis criar algo de raiz, em equipa. A PICUS acabou por acontecer, de uma forma muito natural, após a conclusão da minha licenciatura. Juntei-me com dois amigos e, na altura, começamos a desenvolver o primeiro projeto. Tínhamos um pequeno cliente que queria fazer um website, estipulamos um orçamento e metemos mãos à obra. Não tínhamos ainda ideia de criar uma empresa. Queríamos apenas, através do design e da tecnologia, contribuir para ajudar aquele negócio.

P: Em consiste e como surgiu o protocolo que a PICUS assinou, no passado dia 02 de fevereiro, com a ESTG-IPVC?
R: O protocolo consiste na formação de alunos e no desenvolvimento de projetos em conjunto, nomeadamente a criação de eventos para a comunidade de Viana do Castelo. A minha relação com a ESTG-IPVC já vem desde o tempo em que fiz a minha formação académica na escola, de 2009 a 2012. Neste momento, a PICUS já de encontra numa fase em que tem condições para receber jovens alunos. Queremos contribuir para a sua formação, dando-lhes mentoria e uma visão do mercado de trabalho. Houve uma conversa com a Direção da ESTG-IPVC nesse sentido, e este protocolo surge com a missão de aproximar o mundo empresarial ao mundo académico.


P: Enquanto CEO da empresa, que importância atribui a este protocolo?

R: Para mim, é um orgulho! Eu estudei na ESTG-IPVC e, portanto, o dia em que assinei este protocolo é um dos mais importantes do meu percurso. Para a PICUS, é importante porque é uma forma de aproximação da empresa ao meio educativo. Além disso, queremos unir esforços com outras entidades da região, no sentido de trabalharmos em conjunto a questão da retenção e captação de talentos em Viana do Castelo. Ainda não é um problema atual mas, na minha opinião, é algo que se vai manifestar a curto, médio prazo. Este trabalho de retenção de talentos tem de ser feito já, daí que este tipo de protocolos com instituições educativas se revestem da máxima importância. Mostrar aos estudantes que há oportunidades na área das Tecnologias, em Viana do Castelo, é uma das missões desta empresa.

P: E na sua perspetiva, quais são, para a ESTG-IPVC, as mais-valias de cooperar com a PICUS, no âmbito do protocolo assinado?
R: O propósito da ESTG-IPVC é formar os melhores alunos e prepará-los para o mercado e trabalho. Para cumprir com esses objetivos, a Escola deve ter ao seu lado os melhores parceiros. A ESTG-IPVC é muito boa a formar e a educar alunos, e nós somos muito bons a desenvolver tecnologia e soluções que mudem a vida das pessoas. Somos uma empresa jovem e podemos dar uma nova energia e dinâmica ao trabalho que está a ser desenvolvido pela Escola, ao mesmo tempo que podemos unir esforços no sentido de criarmos soluções tecnológicas que possam otimizar a estrutura da Escola.

P: Enquanto ex-aluno da ESTG-IPVC, qual diria que é, para os alunos, a importância deste protocolo de colaboração?
R: É sempre uma situação win-win para todos os intervenientes: alunos, instituição educativa e empresa. Todos ganhamos. Mas focando-nos nos alunos, eu creio que este tipo de iniciativas são muito benéficas. Falando a nível de preparação, eu sou da opinião que um estágio profissional, uma oportunidade de voluntariado ou até mesmo uma passagem de curta duração por uma empresa são sempre, à partida, experiências muito enriquecedoras para os alunos. Eu posso dizer que não passei por essas experiências e quando fui para o mercado de trabalho levei um choque. Este tipo de iniciativas permite aos estudantes perceber qual a importância de certas matérias/unidades curriculares na sua formação, em que áreas é que eles se devem preparar melhor e onde é que devem colocar as suas energias. Sobretudo, permite-lhes perceber, se o que estão a estudar é verdadeiramente aquilo que eles querem fazer, e para que tipo de empresas gostariam de poder vir a trabalhar no futuro.


P: Que conselho gostaria de deixar aos alunos da ESTG-IPVC que hoje estão a fazer o caminho que o Ricardo já fez?

R: Sobretudo, que se divirtam ao longo do percurso. Se estás a tirar um curso e não é algo que te está a apaixonar e a divertir, então não ficará mais fácil quando ingressares no mercado de trabalho. Quando falo em diversão, falo em o aluno divertir-se a aprender alguma coisa nas aulas, quando está a desenvolver algum projeto, quando está a trabalhar em equipa, quando está, verdadeiramente, a desfrutar ao longo do processo de aprendizagem. Eu, hoje em dia, faço algo que está completamente fora da minha área de formação. Contudo, ao longo do meu percurso, nas várias funções e projetos que fui desenvolvendo, consegui perceber o que sou bom a fazer, o que não sou bom a fazer, o que gosto e o que não gosto de fazer. Na PICUS, consegui criar condições para, nos dias de hoje, fazer aquilo que gosto e que considero que sou bom a fazer. Ainda assim, faço algumas coisas que não gosto, como contabilidade e burocracias, mas são responsabilidades e isso faz parte do percurso e da evolução. A universidade é a melhor altura para se começar a traçar o caminho e, portanto, o meu conselho é que desfrutem de todos os momentos.

* A ESTG-IPVC deixa um agradecimento especial ao Ricardo Parente, pela disponibilidade, simpatia e amabilidade demonstradas ao conceder a presente entrevista.

Publicado em 28.03.2018

 
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